TRANSTORNO DISSOCIATIVO DE IDENTIDADE E O TRABALHO DO PSICÓLOGO: OS DESAFIOS DA CONSTRUÇÃO DE UM DIAGNÓSTICO
Resumo
A quinta edição do DSM-V, classifica o Transtorno Dissociativo de Identidade (TDI) como um transtorno onde existe em uma pessoa a presença de duas ou mais identidades, cada uma com padrões de percepção, pensamentos e relacionamentos particulares, onde pelo menos duas dessas identidades controlam repetidamente os comportamentos do indivíduo. O presente artigo é uma revisão bibliográfica e tem por objetivo abordar essa psicopatologia, buscando entender como as ciências médicas e psicológicas diagnosticam o TDI. Nesse sentido, por se tratar de um Transtorno complexo, o que dificulta a detecção, muitas vezes por este ser confundido com outros distúrbios mais conhecidos isoladamente, fato esse que complica a vida dos profissionais que recebem e tratam seus pacientes. Assim sendo, buscou-se compreender as possíveis dificuldades que o psicólogo enfrenta ao se deparar com o paciente com TDI e refletir sobre os estigmas associados a esta controversa patologia. Foi constatado que a origem deste transtorno quase sempre envolve a incapacidade de lidar com experiências traumáticas e abuso, principalmente na infância, sendo a dissociação um mecanismo adaptativo para não enfrentar o sofrimento. A detecção dos sintomas pode ser essencial para a detecção do transtorno. Sobre o tratamento, existem diversas propostas, sendo a Terapia Cognitivo Comportamental (TCC) e a Terapia de Aceitação e Compromisso (ACT) abordagens bastante promissoras. Mas ainda assim, são necessários mais estudos para analisar e confirmar quais tipos de tratamento são mais efetivos em cada perfil de portador de TDI.
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