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Fonoaudiologia

Qual é a função do fonoaudiólogo na escola?

De acordo com a Lei 6965, de 09/12/1981, que regulamenta a profissão, é de competência do fonoaudiólogo que trabalha em escolas desenvolver trabalho de prevenção no que se refere à área da comunicação oral e escrita, voz e audição e também participar da equipe de orientação e planejamento escolar, inserindo aspectos preventivos ligados a assuntos fonoaudiológicos.
A atuação do fonoaudiólogo que trabalha em escolas difere do profissional que atua em clínica e hospitais.
Na Fundação São José, o fonoaudiólogo vai atuar de forma preventiva, enquanto que em clínicas e em hospitais essa atuação é terapêutica. Não compete ao fonoaudiólogo que trabalha em escolas realizar terapia fonoaudiológica.
O trabalho da Fonoaudiologia Escolar junto a Fundação São José será de orientação, estimulação e detecção de problemas na área de voz, de comunicação oral e escrita e audição, tendo como população-alvo alunos, pais e professores.
Sendo assim, pode-se ressaltar que a presença desse profissional na Fundação São José  vai poder detectar o mais cedo possível as dificuldades na linguagem escrita e oral, e através de uma ação preventiva na escola, possa despertar a importância da prevenção como responsabilidade profissional e como elemento minimizador de encaminhamentos, promovendo um desenvolvimento satisfatório do aluno e indo além de sua atuação clínica de diagnosticar e tratar problemas.

Não basta olhar a criança, o adolescente ou o adulto como um ser que apenas FALA e OUVE, ele deve ser visto na sua integridade como ser humano: um indivíduo que FALA e OUVE, LÊ e ESCREVE, PENSAe que principalmente coordena  estas funções.

DÚVIDAS FREQUENTES & DICAS

1. O que é Fonoaudiologia?
Fonoaudiologia é a ciência que estuda os distúrbios da comunicação humana, seja ela oral ou escrita, englobando os distúrbios da fala, linguagem, voz, leitura e escrita. Além disso, trabalha com a audição, órgãos fonoarticulatórios (lábios, dentes, língua, bochechas e “céu da boca”) e sistema estomatognático (respiração, sucção, mastigação e deglutição).

2. Quais os problemas tratados por um fonoaudiólogo?
O Fonoaudiólogo trabalha com alterações na fala, voz, linguagem, leitura e escrita, respiração, mastigação, deglutição e estética facial.

3. Quem precisa de um fonoaudiólogo?
Todo indivíduo, em qualquer fase da vida, que apresente uma ou mais alterações citadas na resposta anterior. Por exemplo, indivíduos que apresentem trocas de letras, crianças com atraso na fala, profissionais que façam uso da voz, crianças e adolescentes com dificuldades escolares, respiradores bucais, indivíduos com Parkinson, Alzheimer e que tenham sofrido “derrame”, entre outros.

4. É verdade que a chupeta atrapalha o desenvolvimento infantil?
Sim. Assim como outros hábitos deletérios como, uso de mamadeira, “chupar dedo”, roer unhas, ranger os dentes, entre outros. Estes hábitos ocasionam um mau posicionamento dos órgãos orais (boca, bochecha e língua), interferindo na respiração, mastigação, deglutição e fala, que poderão se desenvolver de maneira incorreta, necessitando de correção.

5. Até que idade o uso da chupeta e mamadeira podem ser feitos sem prejuízos?
O ideal é evitar o uso contínuo de qualquer um destes artefatos. Caso sejam utilizados não devem ultrapassar os dois anos de idade.

6. Meu filho está demorando a falar, o que devo fazer?
O esperado é que as crianças comecem a falar com aproximadamente um ano de idade, ultrapassando excessivamente esse período é necessário que se faça uma avaliação profissional para avaliação.
Não se deve esperar além de um ano e meio de idade se não houver nenhum tipo de fala.

7. Meu filho fala errado, até que idade é normal? Quando devo procurar um fonoaudiólogo?
Atualmente as crianças estão muito precoces, não se deve esperar além dos quatro anos de idade para que a fala esteja ocorrendo corretamente. O que ainda é esperado nesse período são erros de conjugação verbal (ex. “mamãe olha o desenho que eu fazi”) e transposições em palavras longas (ex. toconete ao invés de cotonete).

8. Meu filho está gaguejando, o que devo fazer?
A gagueira pode ocorrer sem ser um problema na fase de desenvolvimento da fala, até aproximadamente os cinco, seis anos de idade, desde que seja caracterizada apenas por repetições e prolongamentos, sem tensão ao falar (ex. pai, pai, pai, ééééé…. hoje eu fiz um gol no futebol). Caso haja bloqueios, tensão e/ou movimentos associados como “piscar olhos”, “apertar os lábios”, “balançar as mãos”, deve-se procurar um fonoaudiólogo para uma avaliação.

9. Meu filho tem deficiência auditiva, colocando o aparelho ele iniciará a fala?
Não. Após a colocação do aparelho é necessário que a criança seja habilitada, ensinada a ouvir, produzir e entender os sons que agora chegarão ao ouvido.

10. Como funciona um aparelho auditivo?
O aparelho auditivo funciona como um mini-amplificador sonoro, ou seja, os sons chegarão “mais intensos” ao ouvido de quem usa o aparelho, auxiliando sua compreensão pelo deficiente auditivo.

11. Quais os cuidados básicos com o aparelho auditivo?
O aparelho deve estar sempre limpo e sem “cera de ouvido”, não devendo-se utilizar álcool ou produtos químicos em sua higienização. Deve-se manusear o aparelho com delicadeza e seguir as orientações específicas dadas pelo profissional responsável pela adaptação do aparelho, que deverá ser um fonoaudiólogo.

12. Qual o papel do fonoaudiólogo na escola?
O fonoaudiólogo atua na orientação a professores e pais no processo de desenvolvimento da fala e aquisição e desenvolvimento de leitura e escrita. Também pode realizar triagens fonoaudiológicas em alunos que apresentem dificuldades, por solicitação de professores e coordenadores pedagógicos.
Não é permitido a realização de terapia dentro de escolas.

13. Meu filho está na alfabetização e está trocando as letras na escrita, o que devo fazer?
Qualquer criança que apresente qualquer tipo de dificuldade no processo de alfabetização deve ser encaminhada imediatamente para uma avaliação fonoaudiológica, para detecção de possíveis alterações nos processos de aprendizagem.

14. Meu filho está tendo dificuldade na escola, o que fazer?
Inicialmente deve-se entrar em contato com a escola para se verificar o desempenho da criança dentro da sala de aula e possíveis fatores que possam estar influenciando em sua aprendizagem, como dispersão, sonolência, conversa em sala, falta de interesse. Em seguida deve-se encaminhar a criança para uma avaliação psicopedagógica e/ou fonoaudiológica, uma vez que quanto antes à detecção das dificuldades e início do tratamento, mais eficiente e eficaz o resultado, minimizando os prejuízos advindos do atraso escolar.

15. Meu filho sempre fica rouco ao fim do dia, o que devo fazer?
Deve-se procurar inicialmente um otorrinolaringologista para avaliar a causa da rouquidão. Havendo detecção de mau uso vocal ou problemas funcionais-orgânicos das pregas vocais a criança deverá ser encaminhada para avaliação e tratamento fonoaudiológico.

16. Faço uso profissional da voz, não tenho problemas, mas gostaria de melhorar minha dicção e voz, é possível?
Sim. Pode-se traçar um tratamento preventivo e de orientação vocal para profissionais que fazem uso da voz, como cantores, atores, profissionais de telemarketing, jornalistas, políticos e advogados. Caso haja alterações vocais detectadas, estas serão tratadas e sanadas em terapia concomitante.

17. Quais os cuidados que devo ter com a voz?
Existem cuidados gerais que todos podemos e devemos tomar como, ingerir bastante líquido ao longo do dia, de preferência água; evitar bebidas alcoólicas; evitar bebidas excessivamente geladas; não fumar; não pigarrear; evitar falar alto e evitar mudanças bruscas de temperatura.

18. Meu pai tem Parkinson e está com a voz fraca, a Fonoaudiologia pode ajudar?
Sim. Qualquer alteração dos processos de fala e voz, independente da causa podem ser auxiliados pela terapia fonoaudiológica. No caso de doenças progressivas é indispensável o acompanhamento fonoaudiológico, visando o gerenciamento e a contenção do avanço da doença, proporcionando melhor qualidade de vida ao indivíduo.

19. Minha avó está fazendo uso de sonda para comer, é preciso fazer Fonoaudiologia, já que ela não come mais?
Sim. É indispensável o acompanhamento fonoaudiológico visando a manutenção do padrão da musculatura oral, para os demais processos orais como respiração e fala. Além disso, pode-se trabalhar para reabilitação do processo de mastigação e deglutição, dependo do caso.

20. Minha mãe teve um AVC (derrame) e não está falando, o que devo fazer?
Deve-se procurar um fonoaudiólogo o quanto antes para avaliação e reabilitação. O uso da linguagem deve ser simples para facilitar a compreensão do que é dito ao indivíduo.

21. Meu avô está com Alzheimer, tem algo que possa fazer para ajudá-lo?
Sim. O Alzheimer é uma doença progressiva, tendendo a piorar com o tempo, caracterizando-se pela perda da memória e disfagia (dificuldades para alimentar-se). O acompanhamento fonoaudiológico visa preservar os aspectos de linguagem e alimentares do paciente. Em casa deve-se estimular a conversa, a leitura, realização de palavras cruzadas e outras atividades que estimulem a linguagem.

22. Quais as causas da respiração bucal?
As causas da respiração bucal podem ser diversas, englobando problemas respiratórios, adenóides e amígdalas hipertróficas (grandes), problemas alérgicos, como rinites e sinusites e má oclusão.

23. Quais as conseqüências da respiração bucal?
A respiração bucal pode acarretar em alterações de oclusão, mal posicionamento da língua, alterações na fala (interposição lingual, ceceio), voz (rouquidão ou alteração de nasalidade), alterações no sono (apnéia, ronco e sialorréia), além de sialorréia diurna (baba) e dificuldades de atenção e concentração.

24.A Fonoaudiologia estética funciona?
Sim. A intervenção terapêutica na área estética foi desenvolvida pelo conhecimento técnico de Motricidade Orofacial, trabalhando a musculatura facial de maneira passiva e por meio de exercícios, conforme a necessidade de cada indivíduo, contribuindo para a qualidade de vida do indivíduo, proporcionando equilíbrio e harmonia à face, prevenindo e minimizando as rugas e sinais de expressão. (ver palestra sobre o assunto no link Trabalhos Realizados e Artigos, para maiores esclarecimentos).

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