 As crises que envolvem o Brasil e o mundo nos levam a questionar e repensar o papel da educação na formação do cidadão e a discutir mais uma vez a escola neste contexto social. Qual o papel da escola na construção da sociedade? Que conceitos e valores deve priorizar a escola? Como a escola pode colaborar de forma eficaz para a formação de crianças e jovens que passam por ela durante anos a fio? Nós que concebemos a educação como instrumento de libertação do homem, como um processo de construção e desconstrução de saberes, percebemos ser esse o melhor caminho, senão o único, para aliviar as dores desta sociedade na qual estamos vivendo e convivendo, a partir de um trabalho comprometido com a formação de valores, de compromisso com a qualidade e com a formação de uma consciência crítica que proporcione aos jovens cidadãos a capacidade de “voar”, de descobrir possibilidades, de reinventar situações, de sonhar e criar projetos de vida. Como já disse sabiamente o escritor Rubem Alves, “escolas que são gaiolas existem para que os pássaros desaprendam a arte do vôo” . A Fundação São José há 40 anos, trabalhando pela educação em nossa região, tem sido essa escola viva, essa escola que visa a formação cognitiva do aluno, mas também de forma brilhante, tem estimulado seus alunos a usar suas “asas” – criatividade e reflexão – em favor da construção e melhoria da sociedade. Nós acreditamos em escolas que são asas e não gaiolas e, parafraseando Rubem Alves, “existimos para dar aos pássaros coragem para voar” .
Dr. José Carlos Mendes Martins Presidente da Fundação São José.
27/10/2008 |